sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Capítulo 1 - A gripe negra (Riley)

Estava escuro, Riley não sabia onde estava. Um som metálico se espalhava pelo ambiente, a frente dele aparece se aproximando um grande pokemon metálico com sete pontos em seu peito brilhando em vermelho. Riley não conseguia se mexer, ele tentou gritar por ajuda, mas sua vós era abafada pelo som que o monstro fazia. O medo era evidente em Riley, o pokemon continuava a se aproximar e quando ele estava bem perto.

― Não! ― Gritou o garoto se levantando. O pokemon havia desaparecido, o lugar não estava mais escuro e ao lado dele estava seu Absol, o observando silenciosamente. ― Este sonho novamente?  O sonho persegue Riley desde o dia que contraiu a maldita doença.

Ele não se lembra de muita coisa, havia acordado cedo para ir para o arquipélago de ferro ser guia para o renomado dono da siderúrgica de Sinnoh, Senhor Fuego. Parecia um dia como qualquer outro, a única diferença era que ele estava com o nariz congestionado e parecia estar com uma simples gripe.

Depois que Riley embarcou para as ilhas, a sua memória já estava mais vaga. Lembrava-se de levar o grupo que visitava a ilha até a nova área no subsolo. Após este evento, nenhuma outra imagem vinha mais a sua mente. Acordou depois de semanas no hospital de Canalave, os médicos disseram que ele tivera contraído esta doença nova, quando chegará ao hospital ele estava muito debilitado e teve varias paradas cardíacas durante o período de coma.

Os médicos não acreditaram quando Riley acordou, era um dos poucos casos que estava melhorando. A doença foi nomeada gripe negra por causa da coloração do catarro dos infectados. Riley passou mais algumas semanas em repouso até melhorar completamente, foi a primeira vez que ele tinha ficado tão próximo da morte, isso o fez para repensar na sua vida e se ele realmente tivesse morrido? O que fizera de sua vida até aquele dia?

Ele sempre andava inseguro, tinha medo de que pudesse acontecer alguma coisa e escolheu viver uma vida pacifica e segura, contudo foi vivendo exatamente este tipo de vida que ele contraiu a doença. Quando ele finalmente foi liberado do hospital, Riley não voltou para o seu antigo emprego nas ilhas e decidiu dar início a sua jornada ao lado de seu Riolu, ou melhor, de seu Lucario. O pokemon sempre esteve em harmonia com seu treinador, quando Riley escolheu a vida de aventuras, decidiu mudar, foi o que Riolu fez, mudou para acompanhar a evolução de seu treinador.

No dia que Riley estava saindo de Canalave, ele percebeu o quanto aquela doença tinha afetado o mundo que ele conhecia. Antes a cidade era movimentada e limpa, mas depois da gripe negra ela se tornou obscura e vazia. As poucas pessoas que ainda andavam nas ruas, choravam. Os hospitais estavam cheios, quando um paciente liberava uma vaga, seja por melhora ou pelo pior, logo alguém o substituía. Não foram poucas pessoas que haviam pegado aquela doença, aquilo era uma epidemia e o pior: poucos sobreviviam. Canalave nunca havia passado por uma situação como aquela.

Conforme Riley iniciava sua jornada ele compreendeu a verdadeira escala da crise que Sinnoh estava passando, a gripe negra não era algo exclusivo de sua cidade natal, a capital de Sinnoh, Jubilife, estava passando pelo mesmo problema, assim como Oreburgh. Quando ele chegou à passagem sul da cordilheira, um grupo policial impediu sua passagem para o lado leste do continente, eles estavam desesperadamente tentando impedir que a doença se espalhasse para o outro lado.

Riley seguiu sua viagem para Eterna, mas o mesmo aconteceu na passagem norte, como sua jornada não poderia continuar, ele se alistou no grupo de pesquisa contra a doença em Jubilife, onde começou a trabalhar para Rowan e passou a entender melhor o catalisador da epidemia. Não se sabe exatamente a origem dela, mas os primeiros casos haviam ocorrido em Canalave, no período da liga, o grande fluxo de pessoas no porto permitiu a assombrosa velocidade com que a doença se espalhou.

A pesquisa contra a gripe negra avançava sem sucesso até que uma empresa chamada Galáctica passou a financiar os estudos, uma das maiores descobertas era que a água do lago da verdade ajudava a controlar os sintomas, para ter um acesso melhor às águas do lago, Rowan muda seu laboratório da capital para uma cidade menor mais ao sul, chamada Sandgem.

Riley foi um dos encarregados de montar um pequeno centro de pesquisa as margens do lago, todos os dias o grupo mandava amostras e mais amostras da água para o laboratório de Sandgem, logo os casos de morte diminuíram muito e pouco depois fora reaberta as fronteiras entre leste e oeste de Sinnoh. Riley pensou em retomar sua jornada naquela época, mas ainda tinha um trabalho que devia terminar no lago da verdade.

Mais algumas semanas se passaram e chega uma maravilhosa noticia do centro operacional da Galáctica de Eterna, a cura havia sido sintetizada e logo eles poderiam começar a produzir em massa, foi uma festa naquele dia, finamente aquele mal poderia ser erradicado de Sinnoh! Contudo não seria tão fácil, pois o custo de produção do medicamento se mostrou imenso e não fora possível aumentar a velocidade de produção da maneira que eles precisavam, mas Riley já estava aliviado, seu trabalho chegará ao fim.

Ele agora estava pronto para retomar sua jornada, mas o tempo passou, e o ano estava acabando e não havia mais como participar da liga, então ele permaneceu mais alguns dias nas margens do lago da verdade, ajudando a desmontar o centro de pesquisas.

O Absol continuava encarando Riley enquanto ele se levantava, ele estava vivendo em uma barraca desde que terminaram de remover os últimos equipamentos do centro, ele é o ultimo dos pesquisadores a deixar o local. Retornou seu Absol e começou a arrumar as suas coisas para partir.

Enquanto Riley desmontava sua barraca a sua pokedex apitou, ele pegou o aparelho e viu que havia recebido uma mensagem de Rowan.

‘Bom dia Riley. Sei que hoje você estará deixando o lago da verdade e estará retomando sua jornada, mas gostaria de pedir um ultimo grande favor. Um dos três jovens escolhidos para receber o inicial deste ano foi um garoto chamado Lucas de Twinleaf. Por favor, passe a noite na cidade e amanha de manhã traga o garoto até o laboratório daqui de Sandgem, posso contar com você para isso?’

Riley não tinha porque negar um pedido do professor com que trabalhou tanto nas últimas semanas, então aceitou o pedido de Rowan enviando uma reposta afirmativa.

Riley terminou de desmontar sua barraca e de arrumar suas coisas para viajem. Mas ele estava esquecendo-se de algo muito importante, os seus pokemons, onde eles estavam? Absol já fora recolhido para a pokebola, Riley foi andando até a margem do lago e deu um forte assovio. Uma sombra apareceu na água e foi ficando maior até que de repente um Gyarados saiu rugindo de lá.

― Dormiu bem? ― Perguntou Riley ao enorme pokemon aquático que balançou a cabeça feliz em resposta. Riley pegou a pokebola de Gyarados e o retornou, agora só faltava... Riley ouve um latido vindo de trás dele, quando o garoto olha para trás, ali estava Lucario. ― Pronto para partir parceiro? ― Lucario latiu feliz em resposta.

Riley não retornou o pokemon, não gostava de colocar seu mais antigo parceiro dentro da pokebola, Lucario ficou ao lado do garoto durante todas as semanas que ele passou no hospital, os médicos nem cogitaram em tirar o pokemon de perto do dono. Era como se ambos estivessem ligados, talvez se Lucario não estivesse ali, Riley podia não ter sobrevivido. Não havia perigo para Lucario ficar perto de Riley quando este estava com a gripe negra, pois aparentemente os pokemons são imunes a ela.
Riley deu uma ultima olhada para o lago.

― Um dia vamos voltar a morar aqui Lucario? ― Lucario balançou a cabeça afirmativamente e Riley sorriu. Eles começaram a se afastar do lago e um som fino como o riso de uma criança pode ser ouvido. Teria sido o lendário pokemon guardião do lago se despedindo de Riley? Riley deu uma olhada para trás por cima do ombro, mas não viu nada além da água. ― Até um dia. ― Respondeu Riley, mesmo sem poder ver o pokemon misterioso.

Riley e Lucario continuaram a se afastar do lago, indo em direção de Twinleaf, a cidade era bem próxima do lago, quando Rowan estava procurando algum lugar perto do lago para montar o laboratório, não pensou duas vezes e escolheu Twinleaf, contudo a cidade não poderia receber o laboratório por dois motivos, o primeiro era que a cidade não tinha condições de receber um laboratório grande como o de Rowan e o segundo era que eles não tinham como transportarem o material da capital Jubilife até a cidade devido à falta de estradas.

Quando o centro de pesquisa ainda estava montado no lago, Riley e os outros pesquisadores recebiam visitas das pessoas da pequena cidade todos os dias, muitas vezes eles se ofereciam para carregaras amostras até a cidade, para que assim quando o grupo de Rowan quando fosse buscar a água não teria que ir até o lago, economizando algumas horas neste transporte.

Normalmente as visitas das pessoas era algo agradável, mas quando o estado da doença piorou na cidade, os hospitais dela ficaram lotados fazendo com que eles começassem a mandar os pacientes em estado grave receber tratamento com a água retirada diretamente do lago, o que acabou gerando sérios problemas, pois o centro tinha testemunhas como voluntários e a presença dos infectados tão próximos do local acabou por passar a doença para eles.

O caminho até a cidade era curto e logo Riley chegaria nela, mas como ele precisava estar lá só no outro dia pela manhã, ele não tinha pressa, Riley andou mais devagar que o normal aproveitando a paisagem, talvez ele tentasse capturar algum pokemon. Desde que ele havia começado a trabalhar para Rowan ele não tivera tempo de capturar mais nenhuma das criaturas a única mudança em sua equipe desde sua chegada ao lago foi o seu Gyarados.

Riley passava horas na beira do lago e acabou fazendo amizade com vários pokemons do corpo d’água, o Gyarados era como o rei do lago e sempre vangloriava de seu poder, o que acabou irritando muito Lucario e logo eles começaram as brigas, quando Lucario finamente derrotou o Gyarados, ele mesmo pegou uma das pokebola de Riley e capturou o seu rival, foi o assunto da semana no laboratório, o pokemon que capturou outro pokemon.

Apesar da vontade de Riley de encontrar um novo parceiro para sua equipe, a rota não se mostrava promissora, às vezes aparecia um Starly ou um Bidoof, mas eles logo fugiam assim que o garoto se aproximava. Depois de um tempo Riley desistiu e voltou para seu caminho em direção a Twinleaf.

Quando estava chegando à cidade, já era inicio de tarde e Riley encontrou vindo da cidade, um homem, este estava usando uma roupa branca e preta, estava carregando uma maleta e provavelmente ia para Sandgem. Riley se aproximou do homem para cumprimentá-lo e viu um ‘G’ dourado estampado em sua blusa. O garoto conhecia muito bem aquele símbolo, era o logotipo da empresa galáctica, provavelmente o homem tinha levando um carregamento da cura para Twinleaf.

― Boa tarde. ― Falou Riley.

― Boa tarde. ― Respondeu o homem. ― Você é Riley Otsoa?

― Sim, sou eu. Eu lhe conheço?

― Não, meu nome é Fabio. Sou um entregador da galáctica. ― Ele abriu a maleta e tirou dela um tubo com estampado com o logotipo da empresa. O objeto era transparente e tinha algum tipo de liquido negro dentro dele. ― Este é o seu pagamento pelo serviço prestado no lago. ― Fabio estendeu o braço para entregar o frasco para Riley.

Riley estava um pouco confuso, não havia sido informado de nenhum pagamento. Ele nem trabalhava para galáctica e sim para Rowan.

― Me desculpe, mas acho que ouve algum engano senhor.

― Não se preocupe, foi uma decisão recente dos representantes de Eterna. ― Ele retirou do bolso um pedaço de papel e começou a lê-lo. ― O projeto cura foi um sucesso, mas o produto se voltou com custo muito acima de nossa expectativa, então para honrar o trabalho dos cientistas e pesquisadores envolvidos será doado para cada um, um frasco contendo a cura.

― Então isso é a cura. ― Fabio confirmou com a cabeça. ― Eu não preciso, sou um sobrevivente.

― Sobrevivente? Você é um cara de sorte, eu só não morri porque fui uma das cobaias desta belezinha. ― Ele esticou o braço com o tubo para Riley. ― Não é questão de estar imune ou não, é o seu pagamento cara, use da forma que achar melhor.

Riley pegou o tubo ainda que não visse razão para pegar. Assim que ele estava com o objeto em mãos percebeu algo curioso.

― Um remédio negro para uma gripe negra. ― Riley franziu a testa. ― O que vocês usam para produzir esta cura?

― Não sei. Esta informação é confidencial, somente os meus superiores em Eterna sabem. ― O homem começou a falar mais baixo. ― Um dia eu estava encarregado de guardar a entrada da sede e chegou um carregamento da Tecnical, não sei o que era, mas eles falaram que tinha relação com a gripe negra.

― Tecnical? ― Perguntou Riley confuso.

― Tecnical é uma empresa recente de Veilstone, acredito que foi a Tecnical que descobriu a cura para a gripe negra, mas como eles não tinham condição de produzir em larga escala...

― Eles venderam a fórmula para vocês. ― Concluiu Riley.

― Talvez, acho mais provável que as empresas fizeram algum acordo, não tenho certeza, na verdade não era para eu estar falando sobre isso. Porém como você trabalhou no centro de pesquisa do lago da verdade, achei que devia saber. Mas por favor, não espalhe esta informação.

― Que informação? ― Perguntou Riley ironicamente e Fabio sorriu. Eles se despediram e se separaram. Riley olhou para o tubo em sua mão. ― O que eu faço com isso Lucario? ― O pokemon do garoto inclinou a cabeça para o lado em duvida. ― Depois eu penso nisso.
Riley guarda o tubo em seu bolso e continua em direção da cidade, logo chegou ao local e Twinleaf fora outra vítima da gripe negra, seu estado era parecido com o que Canalave estava no dia que começou sua jornada. Mesmo com a cura, era evidente que Sinnoh ainda demoraria a se recuperar do ano que passou.

O garoto foi direto para o centro pokemon, desde o fechamento do centro de pesquisa do lago, ele não fizera nenhuma vistoria em seus parceiros, já passara da hora de ver se eles estão bem de saúde. O Centro da cidade estava totalmente descaracterizado, o conhecido teto vermelho parecia mais marrom e as paredes brancas estavam pichadas com desenhos de pessoas caídas. A porta de vidro automática não estava funcionando e havia um aviso colado nela.

‘Não estamos aceitando infectados, vá para o centro de saúde ou chamaremos a polícia.’

Riley se sentiu mal ao ler aquilo, os centros pokemons são para os pokemons, mas ele nunca ouvira falar de um negando assistência médica para uma pessoa, a população devia estar furiosa com o centro, não eram à toa os desenhos da parede. Riley forçou a abertura da porta, ela estava um pouco emperrada devido ao acumulo sujeira nos trilhos.

― Saia daqui. ― Disse uma moça gorda que estava no balcão. ― Esse centro esta desativado.

― Desativado? ― Perguntou Riley surpreso. ― Faz semanas que eu estou dormindo em barracas, não poderia deixar pelo menos eu usar algum dos quartos?

A mulher bufou e foi até um armário pegar alguma coisa. Ela retirou do móvel uma chave e soltou em cima do balcão.

― Não ligue para a sujeira, não recebo mais material de limpeza aqui no centro.

Riley entrou no lugar, estava mal iluminado. Mais da metade das lâmpadas do teto estavam queimadas. O chão estava cheio de mantas espalhas e varias delas estavam com manchas pretas. O garoto se aproximou do balcão apenas observando a decadência do lugar.

― Muito obrigado por me deixar ficar Joy. ― Agradeceu Riley.

― Não sou nenhuma Joy garoto. ― A mulher apontou com a cabeça para o lado.

No local que ela havia indicado havia uma rocha escura e quadrada. Em cima dela havia uma foto e uma vela apagada. Aquilo era um memorial do primeiro mês, em Sinnoh existe uma tradição de que quando alguém falece, um destes memoriais é posto para a pessoa, nele uma vela de trinta dias é acesa. Este memorial serve para lembrarmos a pessoa que partiu e para aqueles que não tiveram a chance de ir ao enterro possam prestar seus últimos adeuses. Quando a vela acaba o memorial é retirado e as pessoas podem seguir em frente com suas vidas.

Normalmente estes memoriais são brancos, a coloração escura indica a gripe negra. A vela apagada geralmente mostra indignação dos conhecidos da pessoa.

― Ela se infectou ajudando as pessoas aqui no centro, mas quando ela não pode mais ajudar, não tinha ninguém para ajudá-la. ― Continuou a mulher. ― Pode me chamar de Miriam.

― Trabalhei tanto para impedir novas vítimas. ― Falou Riley triste.

―Não é culpa sua garoto, Julia morreu pelo que acreditava. ― Miriam olhou séria para Riley. ―  Você é um viajante? Não tem medo de pegar a gripe negra?

― Não se preocupe, sou um sobrevivente. E você?

― Sou uma testemunha.

Riley se surpreendeu com a resposta da mulher, provavelmente esse era o motivo dela ter proibido as pessoas de ficar no centro, ela deve ter medo de que aconteça com ela o que aconteceu com Julia.

― Entendo, posso usar as maquinas de analise nos meus pokemons?

― Pode, mas não estão funcionando. ― Riley foi até as maquinam para dar uma olhada, elas eram as únicas coisas que ainda estavam limpas naquele centro, o garoto apertou alguns botões, mas a máquina não respondia. ― Não adianta, Julia me ensinou a usá-las, mas elas quebraram.

― Vou concertar, Lucario use usa aura e busque qualquer falha interna do sistema. ― O pokemon criou uma esfera de energia e tocou na maquina. Enquanto Riley abria a placa de circuitos. ― Aprendi a mexer nestas coisas com Edson Bóreas, o engenheiro chefe da equipe pokétch. Ele estava dando um mini curso técnico para as pessoas que se alistaram para o grupo do lago.

― Pokétch? Aquele aparelho que alguns treinadores usam?

― Esse mesmo. ― Riley mostrou o pulso para Miriam. ― Este é o meu.

Riley ganhou seu pokétch no próprio mini curso de maquinas que fizera, nesse curso ele aprendeu a concertar todo tipo de máquina desenvolvida para os príncipais laboratórios, isto incluía as maquinas de centro pokemon. Riley logo encontrou o problema da maquina, alguns cabos de alimentação não estavam conectados corretamente, provavelmente na hora da limpeza, Miriam não soube remontar a maquina e Lucario logo afastou do aparelho balançando a cabeça negativamente indicando que ele não havia encontrado nenhuma falha interna.

― Miriam. O problema era que alguns fios estavam fora de ordem, sempre que for desconectar algum fio, lembre sempre de checar o manual de manutenção quando for conectá-los de volta. ― Riley terminou de arrumar e fechou o aparelho. Quando ele apertou o interrupto principal. A máquina fez um barulho e logo acendeu as luzes de funcionamento.

― Muito obrigada garoto, qual seu nome?

― Riley.

― Muito obrigada Riley. Estava pensando que tinha quebrado as maquinas de minha velha amiga. Ainda bem que era só este o problema.

Riley retornou o Lucario e colocou suas pokebolas na maquina, logo a maquina checou as esferas e ligou as luzes verdes, indicando que os pokemons estavam bem e não precisariam de tratamento.

― Porque apagou a vela da Julia?

― Porque o centro das Joy se recusou a mandar uma nova enfermeira para Twinleaf. Apaguei a vela para que quando a nova enfermeira chegar ela veja o estado do centro abandonado. ― Riley pegou a chave do quarto no balcão. ― Seu quarto fica no segundo andar na primeira porta a direita.

― Obrigado novamente por me deixar ficar, fique com isto. ― Riley colocou o fraco com a cura em cima do balcão. ― Cuide melhor deste lugar.

A cura da gripe negra também serve como vacina contra a doença. Riley foi para seu quarto, não estava tão sujo como a recepção do centro. Só com um pouco de pó demais, ele abriu a janela para deixar circular um pouco de ar. No quarto havia um pequeno Televisor, como ainda estava cedo e Riley não estava com sono, resolveu assistir alguma coisa. Quando ele ligou o aparelho, estava passando a liga pokemon. As batalhas passam de manha, mas a noite eles sempre passam os melhores momentos das lutas e as observações sobre as estratégias usadas nas batalhas.

― Senhoras e senhores. Estamos aqui hoje novamente com Palmer, nosso especialista em estratégias, para falar sobre o ocorrido desta manha. Como todos sabem hoje teríamos a semifinal de Nature Rose de Eterna, contra Carlos Fuego Junior de Floaroma, mas por algum motivo, Fuego não compareceu para a batalha e acabou perdendo por desistência. Qual sua opinião sobre isto Palmer?

― Carlos Fuego, mas esse não é o filho do senhor Fuego? ― Riley tinha uma leve ideia de quem era o garoto, ele estava na viajem para as ilhas de ferro no ano anterior. Ele ajudou a carregar Riley para o hospital quando este estava inconsciente. Ele havia conseguido passar para o lado leste de Sinnoh antes do bloqueio nas cordilheiras. Riley não sabia que ele estava participando da liga.

― Tentamos localizar o garoto, mas parece que ele já deixou a ilha logo depois de sua vitória na semana passada, contatamos o pai dele e parece que não é nada grave. Carlos simplesmente desistiu da competição, é uma pena acreditava que ele tinha grandes chances de vencer. ― Respondeu Palmer ao apresentador.

Riley desligou o aparelho, aquela notícia era muito inesperada, porque Carlos desistiria da competição? Ele tentou se lembrar de como o garoto era, mas não adiantou, era como se Carlos nem estivesse no navio naquele dia.

― Nature Rose? ― Riley conhecia muito bem este sobrenome, uma das pessoas que trabalhou com ele no lago se chamava Chery Rose, ela havia dito que mesmo sem poder participar da liga, ela estaria indo para o evento ver a irmã competir.

Riley deu mais uma olhada pela janela e viu o Sol se por. Ele pegou sua pokedex e escreveu uma mensagem para Chery.

‘Vi sua irmã na TV! Estarei torcendo por ela nas finais. Estou com saudades, vamos nos encontrar depois da liga?’

Riley enviou a mensagem para a amiga e abriu novamente a mensagem de Rowan para ver a foto do garoto que iria iniciar levar para o professor no dia seguinte.

Lucas? O que te leva a iniciar sua jornada neste continente em decadência?” Riley riu da própria pergunta. Ele devia estar ficando com sono por ter pensado naquilo e foi logo se deitar.


A cama estava um pouco bagunçada, mas era uma cama, fazia tempo que ele não deitava em uma e logo caiu no sono, preparando o corpo para os inúmeros desafios que enfrentara na sua jornada.


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4 comentários:

  1. Uou!está cada vez mais interessante,parabéns cara,e bem,não sei se pode me responder mas,por que Carlos desistiu da luta?(Suponho que foi algo relacionado ao que parece ser o principal tema:A Gripe Negra)

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    1. Obrigado Naponielli!
      Bem a gripe negra é a causadoras de muitos problemas da trama, mas este caso específico é um tanto complexo, eu posso te falar o porque ele desistiu da luta ou posso deixar você tentar descobrir com o avanço da fic, de qualquer forma não posso responder isso aqui, se realmente quiser saber sobre isso me mande um e-mail ;)
      Espero ver você novamente semana que vem, ainda não tenho certeza da frequência de postagem, mas meu objetivo é ter um capítulo novo toda sexta! Até lá.

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  2. Desculpe pela demora pra comentar, brother. O capítulo está muuuuuuuito bom e me deixou curiosa a respeito de muitas coisas. Primeiro para saber qual a importância do Riley na fic, pois ela já é foda, tem pokémons fodas e mal começou a jornada. Achei muito legal essa ideia de gripe negra e estou ansiosa para ver de perto o impacto que ela teve nas cidades do continente, posso pressentir que será uma história muito grande e até bem emocionante, se você decidir colocar um pouco de drama. Sua história começou com um tom maduro difícil de se ver no início de fanfictions de pokémon, eu mesmo tentei fazer algo assim, mas não obtive muito sucesso.
    Cara, amei a parte do centro pokémon abandonado, ficou muito bom, sério mesmo, você soube descrever essa parte com uma perfeição invejável. Estou ansiosa para ver sua evolução como escritor no decorrer dos capítulos. Ah, também estou curiosa em seber como o Carlos está agora e mais ainda para ver o porque desistiu da liga.
    Esse capítulo ficou show, começou com um nível invejável.
    Até o próximo.
    Abraços!

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    1. Ola Carol!
      Não se preocupe com a demora, o importante é que você aproveite a trama com o tempo que precisar ;)

      O Riley vai atuar mais como um 'guia' neste inicio da estória, só mais para frente ele vai seguir seu verdadeiro papel na fic

      Fiquei com um pé bem para trás quando veio na minha cabeça a ideia da gripe negra, queria ter esse ambiente decadente em Sinnoh. A doença se mostrou perfeita para criar isso, mas como os fãns de pokemon reagiriam a este mundo?

      Claro que vou por drama! Tem que ter, se não fica muito sem sal a história.

      O centro decadente foi pensado um pouco de ultima hora, eu apenas pensei que não existe pessoas intocáveis, então o que aconteceria se a Joy de um centro no canto do mundo, morresse durante uma crise como essa? Bem essa foi minha visão, ainda tive a chance de com isso mostrar o costume dos altares de 30 dias :) descanse em paz Joy Júlia.

      Espero crescer muito como escritor durante esta jornada que se inicia.

      Um capitulo já foi, agora começou de verdade! Até a próxima!

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