sábado, 22 de agosto de 2015

Prólogo parte 2 - Fuego Junior

As pessoas falavam que era horrível o balançar do navio, Zyfero tinha até dito para Carlos levar um saco de vômito, mas no final o balançar das ondas não era tão ruim e a viajem estava sendo tranquila. Pokemons, porque as pessoas gostam tanto destas jornadas? Carlos balançou a cabeça, não podia ficar voltando para estes pensamentos, fora difícil para ele dizer ao pai que não queria sair numa jornada, senhor Fuego é fanático por estas criaturas, ele as admira mais do que tudo. Porém Carlos não compartilha esse sentimento com o pai. Eu fiz minha escolha pai, porque você não aceita?

Bem, não nos apresentamos direito. ― Falou pai de Carlos de repente. O garoto olhou na direção dele. ― Meu nome é Fuego, sou dono das indústrias de ferro. ― Ele apontou para o filho. ― Aquele é meu filho, Fuego Junior. E vocês são?

Carlos voltou a contemplar o oceano, o que importa o nome daquelas pessoas? Quando ele e o pai voltarem para Canalave provavelmente nunca mais veriam os dois. Porque ele insiste tanto em mostrar nosso sobrenome para as pessoas? Essa era mais uma coisa que Carlos não gostava no pai, ele tinha um nome e era Carlos. Ser tratado como Junior em todo lugar era irritante, era como se Carlos fosse apenas o herdeiro da indústria de ferro, apenas o Junior dos Fuego.

Carlos olhou para o horizonte, mas ainda não dava para ver o arquipélago. Essa vai ser uma longa viajem. E Carlos não iria passar a viajem toda apenas olhando para o mar, ele se levantou e foi dar uma volta pelo barco. Não tinha interesse em se juntar aos outros três passageiros, pois eles deviam estar falando de pokemon. O pai havia dito que o filho do capitão estaria ali para acompanhar Carlos na viajem, mas parecia que o garoto não estava ali. Talvez fosse até melhor assim, provavelmente a criança ia ficar falando de sair numa jornada e explorar o mundo, típico das crianças de Sinnoh.

Carlos olhou a sua volta e percebeu que a cabine do barco não ficava naquele andar, teria ele passado por lá antes de chegar à área dos passageiros? Talvez seja um lugar bom para passar a viajem, pensou o garoto antes de caminhar até as escadas para procurar o local.

Não foi uma busca muito longa, assim que desceu um lance de degraus ele já estava ao lado do capitão. A cabine era bem espaçosa, as paredes do lugar eram feitas de vidro dando uma ótima vista para a paisagem em volta. No centro da sala estava o capitão do navio em frente a um grande, mas simples, painel de controle. Carlos se aproximou do homem e este logo percebeu a sua presença.

― Não gosta do vento nos cabelos? ― Perguntou o homem alegre, fazendo Carlos rir.

― Detesto. ― Respondeu o menino animado.

― É uma pena, projetei este navio para os passageiros poderem aproveitar uma vista de 360 graus para o mar durante toda viajem. ― O capitão deu dois passos para o lado. ― Quer pilotar um pouco?

Carlos se aproximou do painel, mas não tinha idéia do que fazer.

― Até quero, mas como funciona esta coisa? ― O capitão riu.

― É bem simples... ― Ele falou enquanto me dava instruções de como pilotar a embarcação. Realmente era bem simples, apesar de que Carlos não estava fazendo muita coisa além de aumentar e diminuir a velocidade, o capitão mostrava o que fazia cada manivela, alavanca e botão. Estava muito divertido, mas logo a diversão chegou ao fim, o capitão teve que retomar o controle do navio, pois eles já estavam chegando à ilha de ferro. ― Quer tocar a buzina para avisar seu pai?

Carlos assentiu e puxou a alavanca da buzina e o som ecoou pelo barco.

― Senhores passageiros, sejam bem-vindos ao arquipélago de ferro. ― Gritou o capitão olhando para a escada. ― A maior mineradora de toda Sinnoh. ― Ele abaixou a voz. ― Se divirta na ilha Fuego Junior.

― Carlos. ― Corrigiu o garoto.

― Carlos? ― O garoto assentiu. ― Se quiser pilotar na volta também, é só pedir.

― Obrigado... ― Carlos hesitou, não lembrava o nome do capitão.

― Roberto. ― Disse ele rindo. Carlos riu também envergonhado por ter esquecido o nome do capitão. Logo os outros passageiros desceram as escadas.

― Junior! ― Falou o senhor Fuego espantado. ― Você estava aqui? Perdeu uma bela luta lá em cima.

O sorriso de Carlos desapareceu com aquelas palavras, provavelmente o pai só falaria daquilo por um bom tempo, como o garoto não estava interessado no que o pai tinha para dizer, bufou e seguiu para a saída do barco.

O porto da ilha era enorme, tinha vários trilhos pelo local, havia um grande hangar próximo a área dos carros de mineração e dentro dele havia uma grande quantidade de minérios de ferros, provavelmente ali devia ser a casa de fundição, o lugar que transformava o ferro em barra antes de ser levado pelos cargueiros para o continente. O pai de Carlos tinha até pensado em montar a fábrica de ferro ali mesmo, mas era inviável, pois os geradores da ilha não teriam força para fornecer energia para a fábrica e para as minas ao mesmo tempo, fora que em Sinnoh as indústrias de ferro tinham um acordo com a usina eólica dos Bóreas para um fornecimento de energia mais barato.

― Tem certeza que não vai querer visitar as minas conosco Roberto? ― Falou senhor Fuego assim que desceu do barco.

― Tenho sim Fuego. Vou aproveitar o tempo para deixar o barco pronto para viajem de volta. ― Respondeu o capitão de dentro do barco.

― Vamos começar a visita? ― Perguntou o guia. Fuego assentiu e os quatro começaram o tour pelo porto. ― Sei que você veio principalmente para conhecer as novas minas, mas primeiro vamos dar uma volta pelo porto. ― O grupo passou pelo hangar, pelos fornos de fundição, pela casa de máquinas e até pelo depósito. O lugar era bem interessante, muito bem cuidado e preservado, o guia que se chamava Riley sabia muito bem do que estava falando e tinha um grande domínio dos conhecimentos relacionado à extração do minério.

Ele falava muito bem e tinha uma boa dicção, apesar de que às vezes ele sofria um ataque de espirros, Carlos chegou a pensar que ele estava doente, mas quando seu pai perguntou se estava tudo bem, Riley logo respondeu que não precisava se preocupar era só uma leve gripe que ele havia pegado naquela manhã. Durante o passeio, o pokemon sino não parava de tocar seus sinos e isso irritava Carlos, mas logo ele se acostumou com o som, o problema maior era aquele cachorro que não parava de latir enquanto mostrava o caminho para o grupo.

― Agora vamos visitar as minas novas. ― Falou Riley enquanto aquele pokemon cachorro corria pelos trilhos latindo montanha a cima. ― As primeiras minas da ilha foram construídas nos níveis mais superficiais das montanhas, porém logo descobrimos uma veia riquíssima logo abaixo das cavernas principais. Ela tem o potencial de dobrar a extração de ferro da ilha, mas o problema era construir um meio de descer para os níveis inferiores das cavernas. ― Ele fez uma pausa para espirrar duas vezes e continuou. ― Foi então que Byron desenvolveu um sistema de elevadores mecânicos muito úteis.

Conforme Riley continuava sua explicação o grupo entrou numa caverna seguindo o trilho e logo viram e subiram numa plataforma vermelha que parecia ser um beco sem saída, contudo assim que estavam posicionados, o guia puxou uma alavanca perto da extremidade do local e um barulho de engrenagens ecoou pela caverna, uma porta fechou atrás do grupo e o local que eles estavam começou a descer.

O elevador, que eles estavam, ia descendo seguindo um trilho nas paredes do poço de pedra, mas logo não havia mais rochas em volta do transporte e a pequena gaiola gora estava adentrando numa enorme ravina, era possível ver vários pokemons no local, mas conforme o elevador descia, eles se retiravam. Provavelmente por ainda não estarem acostumados com a presença dos humanos naquele lugar.

A ravina era gigantesca, seria impossível ver qualquer coisa ali se não fosse por várias lâmpadas espalhadas pelas paredes e postes no local. Devia ser esse o motivo de ter demorado tanto para abrir aquela área de extração, eles deviam ter decido dezenas de metros antes de atingir a base da caverna, Carlos ficou admirado com o trabalho dos mineiros e engenheiros para construir aquele mecanismo para o elevador naquele lugar, ele até se sentiu um pouco receoso quando eles entraram na érea aberta. Quando Carlos desceu do elevador e olhou para cima, pode ver as correntes que prendiam a gaiola e levam até onde seus olhos não podiam mais ver.

― Estou impressionado. ― Falou senhor Fuego olhando para cima também. ― Ótimo trabalho que vocês fizeram aqui.

― Agradeça ao Byron, sem ele este projeto não seria possível. ― Falou Riley enquanto ele pegava algumas lanternas num armário ao lado da porta do elevador. ― Esta mina ainda não foi totalmente iluminada, é melhor pegarmos algumas lanternas.

Assim que Riley foi distribuir as lanternas, o pokemon sino começou a carregar algum tipo de energia e então uma explosão de luz aconteceu e flutuando acima do pokemon apareceu uma pequena bola de luz amarela, iluminando uma boa área em volta do grupo.

― O seu Chimecho sabe usar Flash? ― Perguntou Riley espantado. ― Recomendo levar as lanternas do mesmo jeito, elas conseguem iluminar um pouco melhor, mas é bom ter essa fonte de luz auxiliar.

Carlos pegou sua lanterna e apontou para os trilhos, realmente ela iluminava mais longe que a bola de luz, mas a vantagem desta era que ela iluminava para todas as direções, enquanto aquela apenas um cone para frente. Continuaram então o tour pelas minas e logo entramos em uma caverna onde já não havia mais iluminação fixa, Riley explicou que os mineradores trabalham com auxílio de holofotes com baterias ou com Shinx usando Flash, assim como o Chimecho estava usando.

Riley carregava com ele uma espécie de aparelho, que ele pegou junto com as lanternas, Carlos não sabia o que objeto fazia e nem se interessou em saber, mas de repente aquele aparelho começou a apitar alto.

― Desculpe senhor Fuego, mas vamos ter que voltar. ― Falou Riley olhando o aparelho preocupado.

― Voltar? ― Perguntou Fuego confuso. ― Porque temos que voltar?

Riley não respondeu, apenas começou a apontar o aparelho para as paredes da caverna, naquele mesmo momento o Chimecho de Yin começou a tocar sinos alegremente.

― Encontrou? ― Perguntou Yin ao seu pokemon e ele confirmou balançando para cima e para baixo. ― Me mostre o caminho. ― Chimecho partiu em direção da escuridão da caverna com seu treinador logo atrás.

― Yin! ― Gritou Riley. ― Não é seguro avançar, volte agora. ― Mas Yin não respondeu e continuou seu caminho. ― Droga, qual o problema desse aparelho? ― Então um rugido ecoou por toda a caverna.

― O que foi isso? ― Perguntou Carlos assustado.

― Já ouvi um rugido parecido com este antes. ― Disse Fuego respirando fundo. ― Me diga Riley, qual o real motivo dessas minas terem demorado tanto a começarem a serem exploradas?

― Colocamos um rastreador nele há um tempo. ― Outro rugido ecoou, dessa vez vinha da direção do elevador. ― Essa caverna era o covil de um Steelix. ― Ele espirrou novamente. ― Droga, mudança de planos. Vamos seguir Yin.

Os três começaram a seguir o caminho que Yin devia ter feito. Carlos não conseguia mais ver a luz de Chimecho. O pokemon cachorro ia à frente, ele devia estar farejando para encontrar o caminho. Alguns tremores aconteceram a nossa volta e Riley parou apontando o aparelho para frente.

― Droga o Steelix deve ter percebido Yin invadindo seu território, onde este cara está indo? ― O Steelix deu mais um grande rugido, mas dessa vez fora mais curto e então o barulho de um deslizamento acontece e tudo fica em silêncio, inclusive o aparelho para de apitar. ― Ele parou? ― Riley começou a bater com o dedo na tela do aparelho. ― Vamos aproveitar e vamos sair daqui.

Riley se vira para a saída. Ele vai abandonar Yin? Carlos não podia acreditar no que estava acontecendo, ele devia simplesmente ir atrás de Riley? Ele olha para o pai e Fuego permaneceu parado.

― Riley, não poço abandonar Yin aqui. ― Falou Fuego e seguiu pela escuridão na direção que viera o ultimo rugido. A maneira que ele falou assustou Carlos, ele nunca havia visto o pai tão sério.

― Droga, Riolu mostre o caminho. ― Riley foi à mesma direção de Fuego.

Carlos não sabia o que fazer, devia voltar ou ir atrás deles? O que eu estou fazendo aqui? Era a pergunta que latejava em sua mente, ele não era um treinador, não devia estar num lugar perigoso como aquele, mas não estava com medo, ele se sentia bem naquele lugar. Não havia tempo para pensar, ele foi atrás do pai e de Riley.

Seguiram o Riolu por um tempo até que não havia mais trilho no chão, eles agora estavam entrando em uma área fora do limite da mina. Logo eles estavam numa área aberta novamente e diante deles estava um pokemon gigante deitado no chão, ele tinha um corpo longo formado por vários blocos de metal dourado, aquilo sem dúvida era o Steelix.

― Dormindo? ― Perguntou Fuego. ― Como Yin conseguiu por ele para dormir?

O grupo começou a andar mais devagar enquanto passavam ao lado da criatura dormindo, quando finalmente estava do outro lado um barulho de pedra batendo em pedra aconteceu e o aparelho nas mãos de Riley começou a apitar novamente, Carlos olha na direção do pokemon adormecido, mas este agora não mais dormia. Uma luz surgiu e o Flareon do pai de Carlos apareceu.

― Você sem dúvidas é o maior Steelix que eu já vi e é o mais belo também. ― Falou Fuego calmo. ― Mas seu tempo nesta caverna chegou ao fim, ninguém deve impedir o progresso de minha empresa. ― Agora a voz dele mostrava uma profunda irritação. Carlos começou a se afastar com mais medo do pai do que do grande pokemon a sua frente.

― Vou lhe ajudar nesta batalha senhor. Riolu lute ao lado de Flareon! ― O pokemon correu até ficar ao lado do pokemon vermelho.

― Nossa missão de encontrar Yin ainda não acabou Riley. Pode deixar esta batalha para mim. Use o faro do Riolu para encontrar aquele maluco. ― Riley deu um passo para trás, mas hesitou.

― Riolu! ― Gritou ele. ― BlazeKick no Flareon. ― O corpo do Flareon absorveu as chamas do ataque do pokemon, os pelos dele ficaram totalmente vermelhos e corpo do pokemon raposa começou a brilhar. ― Vamos embora garoto esta luta não é nossa.

Riley passou correndo ao lado de Carlos. O filho de Fuego ainda observava o pai antes do início do combate, mas ele não podia ficar ali, não era seguro. Virou-se e foi atrás de Riley. Atrás dele a batalha começava com o rugido ensurdecedor de Steelix. Boa sorte pai.

Os dois seguiram o pokemon por pouco tempo, logo estavam à frente de uma escadaria de pedra. Devia ter dezenas de degraus, no topo eles estavam ofegantes, ali havia uma porta de pedra, aquilo devia ser um templo, mas o que este templo estava fazendo nos subterrâneos da ilha de ferro?

Eles entraram no templo e lá dentro estava iluminado por causa do Chimecho de Yin que estava ali. Riley começou a espirrar mais e foi até a parede do templo se apoiar, ele devia estar muito cansado por causa daquela subida, mas Riolu e Carlos continuaram ali de pé. O garoto logo reparou em Yin no meio do lugar em frente a um altar, ele tinha um disco de metal em suas mãos. Ele parecia estar nervoso, pois respirava fundo, ele olhou para seu Chimecho e balançou a cabeça, em resposta o pokemon imitou o movimento. Ele deu mais uma respirada funda e colocou a placa sobre o altar.

Naquele momento o templo foi tomado por um barulho metálico extremamente alto, o altar a frente de Yin desapareceu e o chão do templo começou a brilhar, algumas tochas nas paredes do salão se acenderam e no fundo do local uma estátua começou a brilhar. O som metálico ficou mais alto e aquela estátua começou a se mexer, ela tinha um corpo arredondado, não tinha cabeça e parecia ser feita de metal e alguma rocha negra, tinha sete pontos vermelhos no centro de seu peito que brilhavam, ela tinha dois braços na lateral de seu corpo e em cada uma de suas mãos havia mais três luzes antes de seus dedos. Isto é um pokemon? Ele tinha duas pequenas pernas e estava andando na direção de Yin.

Yin começou a recuar vagarosamente enquanto aquele pokemon avançava, ele retirou uma pokebola de seu manto e liberou um pokemon, era um besouro azul-escuro. Quando o pokemon de Yin apareceu, os pontos do pokemon estátua brilharam mais fortes e o som metálico aumentou. Carlos teve que colocar as mãos sobre os ouvidos por causa daquele som, o pokemon parecia estar muito irritado. O som começou a diminuir e Carlos pode ouvir novamente aquela música que o Chimecho havia usado no barco, logo pode tirar as mãos dos ouvidos.

― Se acalme. ― Gritou Yin. ― Heracross, não tenha medo, nós vamos derrotar este monstro. ― O pokemon de Yin parecia preparado para a batalha. ― Chimecho carregue e Heracross use MegaHorn!

Chimecho começou a carregar energia, o chifre do pokemon besouro começou a brilhar e ele avançou na direção de seu oponente, conforme o pokemon metálico iniciou a se mover para batalha o som dele voltou a ecoar pelo lugar. Os dedos do pokemon metálico começaram a brilhar.

― Chimecho agora! ― Gritou Yin. Chimecho brilhou e desapareceu do lado de seu treinador, reaparecendo entre Heracross e a estátua, ele então usou aquela explosão de luz. O pokemon estátua foi atordoado pela luz e Chimecho subiu dando espaço para o Heracross acertar em cheio o pokemon, mas este parece não receber nenhum dano do ataque e logo usa seus dedos brilhando para bater no pokemon besouro. ― Droga, então o Flash não tem efeito nele. ― Heracross parecia estar muito ferido por causa daquele golpe, mas o seu oponente não estava satisfeito o som metálico ficou mais grave e uma esfera de energia começou a se formar entre seus braços. ― Chimecho recuar, Heracross Endure!

Chimecho desapareceu, Heracross cruzou os braços fazendo seu corpo ser envolvido por uma luz vermelha e naquele momento o seu oponente lançou a esfera de energia nele explodindo ao contato, lançando o pokemon azul para trás em alta velocidade, não tinha como ele resistir aquilo, mas o Heracross se levantou. Como ele ainda consegue lutar depois de receber aquele ataque? O pokemon estátua agora estava envolto por uma aura roxa.

O corpo de Heracross foi envolto em uma luz rosada. O que é isso? Perguntou-se Carlos, mas logo viu que Chimecho estava emanando aquela energia e os ferimentos de Heracross começaram a desaparecer. Ele está curando o outro? Aquilo irritou o pokemon estátua, que logo avançou na direção de Chimecho com as garras brilhando. Ele estava muito mais rápido que ante e parecia que suas garras brilhavam mais. Aquela energia roxa estava de alguma forma fortificando o pokemon.

― Chimecho saia daí, Heracross confronte seu oponente. ― Chimecho desapareceu novamente e Heracross parou logo a frente de seu oponente, as feriadas do corpo dele havia desaparecido por completo, mas não por muito tempo, pois assim que ele parou o pokemon metálico aproveitou que ele estava ali e desferiu o golpe. Heracross gritou de dor. ― Counter agora!

O braço de Heracross começou a brilhar em laranja e ele deu um soco em seu oponente. Aquela energia alaranjada começou a penetrar no corpo do pokemon e o som metálico começou a ficar alternado, ele devia esta sentindo muita dor. O que foi este golpe?

― Não perca este momento, CloseCombat! ― Heracross deu um passo a frente e começou a socar continuamente seu oponente, enquanto aquela energia laranja ainda causava sérios danos no pokemon, ao mesmo tempo que Chimecho mantinha as onda de cura sobre seu parceiro.

Quando Heracross terminou de golpear o pokemon o som metálico havia parado e o pokemon estátua começou a cair para trás. Parecia que Yin havia vencido aquela batalha, mas o pokemon voltou a se equilibrar e os pontos vermelhos de seu peito estavam brilhando muito forte e antes que Yin pudesse dar qualquer ordem para seu pokemon, um poderoso raio de energia foi disparado pelo monstro metálico, lançando Heracross para a parede atrás dele e o deixando inconsciente.

Hypnosis! ― Chimecho surgiu na frente do pokemon e liberou uma onda psíquica nele, fazendo-o cair. Ele dormiu? Então foi assim que Yin se livrou do Steelix?

Yin arremessou uma pokebola no colosso caído e ela o sugou para dentro, a bola caiu no chão onde o pokemon estava e balançou três vezes e então o botão da esfera se apagou anunciando a captura. Ele capturou esse monstro? Chimecho foi até a pokebola e a pegou com sua cauda. O pokemon então desapareceu e reapareceu ao lado de Yin.

― Muito bem garoto. ― Disse Yin pegando a pokebola com seu pokemon e a guardando. Logo em seguida ele retirou outra bola de seu manto e apontou para Heracross. ― Volte. ― Ordena ele e Heracross se torna um brilho vermelho e é sugado de volta para sua pokebola. ― Você foi ótimo, agora descanse.

― Como venceu aquele monstro? ― Perguntou Carlos ainda não acreditando no que acabara de assistir. Mas Yin não responde, ele apenas sorri e Chimecho toca sua calda no ombro de seu treinador. Os dois brilham e desaparecem. Teletransporte? Era assim que Chimecho conseguia se mover daquela forma? Carlos olha para Riolu ao seu lado. Treinar ao lado dos pokemons e desafiar o maior dos monstros? O que era aquele pensamento? Carlos já havia tomado sua decisão.

― Então era aqui que vocês estavam? ― Fala senhor Fuego ofegando na porta do templo, ele devia ter acabado de chegar ali, ao seu lado estava Flareon pulando feliz, ele sempre fazia isso quando ganhava uma batalha. ― Filho, eu tive uma batalha inacreditável. ― Aquela fala normalmente irritaria Carlos, mas dessa vez ele sorriu. ― Onde está Yin?

― Ele se teletransportou daqui usando o Chimecho.

― Teletransporte? Mas como? Chimecho não pode usar Teleport.

― Pai, eu acabei de ver uma batalha inacreditável. ― Falou Carlos olhando para o local onde estivera o pokemon antes de ser capturado. O garoto continuou a falar, mas agora um pouco baixo. ― Acho que eu mudei de idéia. ― Senhor Fuego sorri com o comentário do filho.

Carlos e Fuego estavam prontos para sair do templo, quando Riolu começou a latir e choramingar. Foi neste momento que Carlos se lembrou de Riley, onde ele estava? O garoto olhou para o local onde o guia tinha ido sentar e lá estava ele, mas ele não parecia muito bem, seus olhos estavam encarando o nada e havia um líquido negro escorrendo de seu nariz e de sua boca. Riolu estava tentando em vão acordar o seu treinador.


Notas do Autor

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2 comentários:

  1. Eu já te vi no Nyah! cara!!Mas bem,indo ao tema principal,gostei do cáp.E bem,cara,por acaso a estátua de pedra fazia parte do trio de Regis?

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    1. Ola Naponielli!
      Essa fic esta no Nyah e no social spirit para ajudar a divulgar :) (apesar de ela ter começado no Nyah)
      Sim, a estatua é o Registeel.
      Espero te ver de novo por aqui!
      Capitulo novo nesta sexta.

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