quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Capítulo 4 - O Inicial de Lucas (Lucas)

Riley parecia estar sofrendo muito, Lucas não sabia o que fazer. Ele esteve agindo estranho o dia todo, poderia ele estar com a gripe negra? Não... Nem faria sentido ele é um sobrevivente, Riley devia ser imune e era por isso que podia viajar, mas se não era a doença, então por que ele estava sofrendo tanto?

― Pare de lutar. ― Falou Barry irritado.

Lucas não esperava aquela fala dita por seu amigo, porque Barry iria querer que o Riley parasse de lutar? Lucas olhou assustado para o loiro e ele parecia estar realmente irritado, Lucas nunca tinha visto Barry daquele jeito, Barry estava sempre feliz e nunca deixava suas emoções negativas se mostrarem. Lucas ia perguntar o que deixou ele tão nervoso, mas Riley o cortou.

― Nossa já estamos chegando em Sandgem! ― Riley pegou uma pokebola de seu bolso e liberou um de seus pokemon. ― Prometi ao Lucario que ele estaria ao meu lado quando fosse entrar na cidade. ― Assim que Lucario se materializou ao lado de Riley, ele encarou Barry e se posicionou para um combate.

― O que esta fazendo Riley!? ― Perguntou Lucas nervoso, aquele pokemon era um perigo, o que podia acontecer se Lucario atacasse o Barry novamente?

― Estou liberando meu pokemon, ele sempre anda ao meu lado. ― Ele se ajoelhou ao lado de Lucario e colocou sua mão na cabeça dele. ― Não vai acontecer nada, esta tudo bem, certo Lucario? ― O pokemon olhou desconfiado para os lados, mas logo se acalmou e balançou a cabeça afirmativamente. ― Viu, não a nada para se preocupar.

Riley disse aquelas palavras com um sorriso no rosto, mas ele não devia agir daquela forma, mesmo que o pokemon não estivesse atacando agora, quem iria garantir que ele não atacaria novamente no futuro? Aquilo ainda preocupava Lucas, mas ele não tinha argumentos contra Riley.

― Certo, vamos continuar para Sandgem. ― Falou Lucas ainda não muito certo em relação a Lucario. Riley se aproximou de Lucario e falou algo baixo em seu ouvido, Lucas não conseguia ouvir o que ele falava ao pokemon. Lucario afirmou com a cabeça novamente e fechou os olhos. ― Vamos ou não?

― Vamos sim. ― Falou Riley se levantando e indo em direção a Lucas, com Lucario caminhando ao seu lado ainda de olhos fechados.

― O que ele esta fazendo? ― Perguntou Lucas receoso com a situação.

― Nada de mais, ele esta apenas observando a aura a nossa volta, Lucario é um pokemon muito especial, ele consegue sentir as auras de diferentes seres vivos a nossa volta, mesmo de olhos fechados ele consegue sentir nossa presença. ― Lucas estava um pouco receoso ainda com o pokemon. ― Sabe Lucas. ― Riley apoiou sua mão no ombro do garoto. ― Auras não conseguem esconder intenções, Lucario apenas atacaria Barry se ele apresentasse algum perigo a mim.

Lucario abriu os olhos encarando Barry e apontou sua pata na direção do loiro. Riley olhou para seu pokemon e depois para Barry.

― Ali? ― Falou Riley com uma expressão confusa. ― Não entendo.

― Para falar a verdade, eu também não entendo nada dessa coisa de auras. ― Falou Barry animado continuando no caminho para Sandgem. ― Vamos logo, não quero ficar aqui até amanha.

― Verdade, vamos! ― Respondeu Lucas seguindo o amigo.

O grupo continuou caminhando até a cidade e logo chegou ao seu destino. A cidade não era um dos maiores centros urbanos de Sinnoh, mas sem duvida era maior que Twinleaf. Isso foi visível logo de cara, pois ela tinha ruas asfaltadas e sinalizadas, a cidade recebia grande suporte tecnológico devido sua proximidade com a capital Jubilife, por causa desse grande desenvolvimento muitas pessoas foram procurar paz em cidades menores como Twinleaf.

O laboratório de Rowan ficava logo na entrada da cidade, o prédio era inconfundível, sem duvidas a maior construção de toda Sandgem. Os viajantes logo entraram no local, ele era espaçoso cheio de diferentes maquinas e vários tanques de diferentes tamanhos, logo no hall de entrada havia um grande aparelho de televisão e o ambiente tinha várias estantes de livros, sentado em uma poltrona perto de uma destas estantes estava um velho lendo um livro, ele parecia estar perdido em pensamentos, como se o livro não estivesse ali. Quando o homem percebeu a presença do grupo, ele pareceu se assustar, fechou o livro e se levantou.

― Ola Riley, como foi a viajem? ― Falou o homem.

― Já tive melhores. ― Respondeu Riley enquanto o velho se aproximava do grupo. ― Aqui esta Lucas, como o senhor pediu.

― Ola meu jovem, eu sou Rowan. ― O professor estendeu a mão para o garoto e eles se cumprimentaram. ― Parabéns você é um dos três treinadores escolhidos para receber um dos iniciais deste ano.

― Muito obrigado professor.

― Foi nada. Vamos pegar seu pokemon? ― Rowan guiou o grupo para algum lugar no fundo do laboratório.

Riley foi ao lado do professor conversar sobre algum assunto relacionado ao lago da verdade e Barry logo fez a pergunta que Lucas sabia que ia ter que responder mais cedo ou mais tarde.

― Então Lucas, qual vai ser seu inicial?

― Ainda não me decidi, qual foi o que você pegou? ― Barry riu da pergunta.

― Eu peguei o melhor é claro! O Piplup. ― Desta vez foi o Lucas que deixou escapar uma risada.

― Então eu vou ficar na vantagem, vou pegar o Turtwig.

― Não devia escolher seu pokemon com base nas escolha dos outros. Você tem que viver sua própria jornada!

― Eu sei, mas sabe, não importa o inicial, já estou feliz de poder estar saindo nesta jornada. ― Lucas respirou fundo. ― É como viver um sonho.

― Sim... este é o seu sonho. ― Falou Barry em tom triste, Lucas colocou a mão sobre o ombro do amigo.

― Não a motivo para ficar triste, sei que você acabou iniciando a jornada mais cedo, mas ainda podemos viajar juntos, certo? ― Lucas puxou o amigo para perto. ― Quando eu for forte o suficiente vou querer aquela batalha que prometemos!

O grupo entrou em uma sala, diferente do outro ambiente, o local era muito mais próximo a uma casa do que um laboratório em si, era uma cozinha, tendo até uma geladeira. Rowan foi até uma mesa próxima com Riley, enquanto os garotos apenas observavam o local. O professor pegou uma pokedex da mesa e trouxe até Lucas.

― Esta é a pokedex, ela serve como seu documento de treinador. ― Rowan abriu o aparelho. Ela tinha duas telas, a de baixo tinha um teclado touch e a de cima mostrava uma foto de lucas com seus dados ao lado. ― Ela registra todos os pokemon que você pegar, escaneia aqueles que você encontra e lhe informa um pouco sobre o mesmo. ― Ele apontou o aparelho para Lucario e apertou um botão do objeto. Uma voz metálica soou do aparelho.

'Lucario, o pokemon aura. Ele consegue sentir a aura de todos os objetos e pessoas, conseguindo assim perceber coisas que outros pokemon não percebem.'

― Bem, isto foi apenas um pequeno resumo. ― Continuou Rowan. ― Você pode ler mais sobre o pokemon na pagina dele. Outro importante uso da pokedex é mandar mensagens, desse jeito você consegue se comunicar com qualquer um que você conhecer em sua viagens, inclusive comigo se precisar saber de mais alguma coisa. ― O professor entregou a pokedex a Lucas.

― Muito obrigado professor. ― Falou o garoto pegando o objeto.

― Agora vamos ao seu pokemon. ― Rowan caminhou até uma maleta que estava em cima da mesa e fez um sinal para Lucas se aproximar.

― Eu já sei qual eu vou pegar professor, vai ser o Turtwig!

― Desculpe Lucas, mas ele foi para Eterna, Gardenia reservou o Turtwig para um treinador. ― Lucas fez uma cara de decepção e Barry começou a rir. ― Mas não se preocupe os outros ainda estão aqui.

― Então eu vou querer o Piplup. ― Ele encarou o amigo que anida estava rindo. ― Se não posso ter vantagem, então o meu sera ainda mais forte que o seu. ― Falou ele irritado.

Rowan abriu a maleta e lá havia três encaixes para pokebola, cada um tinha o nome de um inicial. Onde estava escrito Turtwig, estava vazio. Onde estava, Chinchar havia uma pokebola e onde estava es Piplup, havia apenas um papel dobrado. Barry começou a rir ainda mais e quando Lucas percebeu o motivo não acreditara.

― Só sobrou o Chinchar? ― Perguntou ele desiludido.

Rowan se espanto com o comentário do garoto, mas quando ele olhou para a maleta e viu o bilhete, seu rosto passou de espanto para preocupação, ele pegou o bilhete e abriu para ler, enquanto Lucas foi andando até a maleta para pegar a bola de Chinchar. O garoto apertou o botão da esfera rubra e dela saiu um pequeno macaco laranja e beje, com uma chama na base de suas costas.

Lucas ainda não conseguia acreditar que ele havia ficado com o último, ainda mais com a sua última opção. Estava ele tão atrasado assim? O pequeno macaco a frente dele sorriu e ele acabou por sorrir de volta, ainda sim era seu primeiro pokemon, como ele tinha dito antes, não importava o inicial e sim a viajem que estava por vir.

― Dawn! ― Gritou Rowan em fúria, jogando o bilhete em cima da mesa e saindo as pressas da sala. Nenhum dos jovens parecia ter entendido o que havia acontecido, Riley foi até a mesa e pegou o bilhete e pareceu ter visto um fantasma.

― Essa garota só pode estar brincando! ― Ele deixou o bilhete sobre a mesa e foi atrás de Rowan com Lucario o seguindo. Logo mais um grito de Rowan chamando pela tal da garota ecoou pelo laboratório.

Lucas ficou curioso e foi ler o bilhete também.

'Pai cansei de ver apenas outros treinadores saindo em suas viagens enquanto eu sou obrigada a ficar presa aqui em casa, cansei de ser apenas mais uma testemunha. Estou pegando este pokemon e vou sair na minha própria jornada, não importa se você permite ou não, eu não temo a gripe negra, vou encontrar minha própria cura. Adeus.'

― A garota é uma testemunha? ― Perguntou Lucas.

― Improvável. ― Respondeu Barry. ― Ela deve ter tomado a cura como você, não? ― Perguntou ele de volta.

― Aqui não diz nada. ― Os gritos de Rowan ecoaram pela casa novamente.

Lucas ficou preocupado com aquela situação e seguiu o grito até a sala de entrada do laboratório. Barry e Chinchar seguiram Lucas. Lá estava Riley e Rowan perto da porta.

― Rowan sua filha já é imune? ― Perguntou Riley puxando o professor com força para ele se acalmar. Rowan pareceu não estar vendo Riley a sua frente e então o jovem deu um soco no rosto de Rowan. ― Rowan responda minha pergunta. ― Gritou Riley.

Rowan quase caiu com o golpe, mas aquilo pareceu ter trazido ele de volta a si.

― Não. ― Falou Rowan em um tom baixo e triste. Ele foi caminhando até a poltrona que estava mais cedo e se sentou nela. Ele então colocou a mão sobre o local onde Riley havia socado. ― Dawn onde você foi? ― O professor parecia estar novamente estar perdido em seus pensamentos.

― Absol preciso de você. ― Falou Riley enquanto um pokemon quadrupede branco e azul se formava a sua frente. O pokemon era lindo, Lucas nunca tinha visto nada como ele. Riley retirou uma seringa da cura de seu bolso e colocou enrolado num pano. ― Absol, leve isto a filha de Rowan, você deve lembrar dela, uma garota de cabelo preto azulado. ― O pokemon abaixou a cabeça e Riley prendeu o pano no pescoço de seu pokemon. ― Por favor seja rápido.

Quando Riley terminou seu pedido ao seu parceiro, o pokemon se virou e num simples salto ele desapareceu da vista de Lucas, aquela velocidade parecia superar a do ataque que Lucario fizera a Barry mais cedo aquele dia.

― Rowan, vou encontrar sua filha. ― Falou Riley saindo do laboratório. ― Lucario, mostre o caminho. ― O pokemon seguiu seu mestre e ambos seguiram o caminho tomado por Absol.

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